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viviseixas | 01/04/2013 | sem comentários

Seg , 01/04/2013 às 08:51 | Atualizado em: 01/04/2013 às 08:51

Vivi Seixas toca Raul em disco com remixes de músicas do pai

Verena Paranhos

Os pedidos de “toca Raul” são uma constante nas pistas de música eletrônica comandadas pela DJ Vivi Seixas. “Sempre rolava, mas acho que era mais de brincadeira, pra implicar”, diz a filha do ícone do rock.

Para transformar a brincadeira em coisa séria, ela resolveu aceitar o convite da Warner Music e remixar dez músicas de Raul Seixas no recém-lançado CD Geração da Luz. O álbum preserva os registros de capelas (só voz) conseguidas com diversas gravadoras e dá ritmos diferentes tanto às músicas mais comerciais quanto às mais alternativas.

Assim, o rock de Raul Seixas ganha diferentes batidas, que vão do hip hop ao deep house, passando pelo reggae. “Eu peguei as músicas originais, vi o tempo em que elas estavam e pensei em qual ritmo mais moderno combinaria.  Metamorfose Ambulante (o CD apresenta a versão em espanhol) é uma música mais lenta, pensei que o reggae pudesse combinar bem”,  afirma.

Além deste clássico da obra do roqueiro baiano, Mosca na Sopa, Rock das Aranhas,  Como Vovó Dizia (Óculos Escuros) e O Carimbador Maluco (Plunct, Plact, Zum)  formam a lista das mais conhecidas. Aluga-se, Super Heróis, A Geração da Luz, Só Pra Variar e Conversa Pra Boi Dormir completam o repertório mais “lado B” do álbum.

Remodelagem – “Eu acho que as letras do meu pai são  muito atuais e atemporais, por isso as mantive intactas. As pessoas quando ouvem os remixes acham que eu editei, cortei, não deixei os vocais entrarem, mas as letras estão todas lá, a mensagem do meu pai está toda lá”, diz.

Já em relação à musicalidade, Vivi Seixas não teve medo de arriscar. “Eu remodelei a roupagem, a melodia, os arranjos.  Achava que a música em si estava um pouco antiga”.

Ela reconhece que no início teve um pouco de medo do que os fãs do pai achariam em relação aos seus remixes. “Fiquei um pouco preocupada sim, mas eu não podia deixar a oportunidade passar. Sei que não dá para agradar todo mundo, nem o meu pai conseguiu agradar a todos. Tenho certeza que o CD está muito bem feito, de muito bom gosto”.

A DJ diz que  ficou  à vontade  para modificar as músicas depois de ouvir um  áudio do pai:  “Eu não quero ranço de coisa de velhice. Eu quero uma coisa nova… eu quero uma coisa novíssima, então vamos fazer a cabeça dos novos que os velhos já estão fritos”, diz Raul Seixas em um dos registros,  que é usado como introdução do disco.

Apesar de Raul e Kika (a mãe da DJ) terem se separado quando Vivi tinha apenas seis anos, ela credita o bom gosto musical ao convívio com os dois. “Eu cresci ouvindo muita música boa e acho que isso influenciou sim o meu bom gosto. Queria eu ter a genialidade do meu pai, mas acho que pelo menos o bom gosto herdei dele”.

Na produção do álbum, Vivi contou com ajuda de dois Djs e produtores: o californiano Mike Frugalk e o carioca Plínio Profeta, ganhador de um Grammy Latino.
As músicas também ganharam arranjos de músicos como Arnaldo Brandão (ex-vocalista da banda Hanoi Hanoi) e Donatinho, este na faixa Geração da Luz. “Esses músicos  deram um som mais orgânico ao disco, foi legal porque o resultado não ficou só eletrônico”.

Agora ela quer se dedicar completamente à house music e não pretende fazer apresentações direcionadas ao disco. Atualmente, a paulista radicada no Rio de Janeiro é uma das DJs mais conhecidas e prestigiadas na cena eletrônica nacional e já ganhou prêmios como o terceiro lugar na categoria Melhor DJ Feminino de House, do DJ Sound Awards, premiação da revista especializada DJ Sound.

 

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